Minhas mãos tresandam a morte.
Odor nauseabundo que desconcerta os meus sentidos atentos aos prenúncios agoniantes do fim,em mim emudecidos até à inevitabilidade insustentável.
Perdoa-me!
Por ter sido minha pretensão manter acesa a última brasa da outrora fogueira.
Por ter tentado dar fôlego a uma relação moribunda cujo cadáver pensava, ingenuamente, ser ainda possível ressuscitar!
Sucumbi!
Como uma máquina de suporte de vida no fim do exercício das suas funções.
Mantive-NOS vivos durante algum tempo, apesar da inércia que se me opunha até que, vencida pelo desânimo, desesperança e fracasso, me deitei ao teu lado, de costas voltadas para ti.
Permaneço assim, morbidamente apática, e permito-NOS morrer, presenteando-te com a tua vontade!


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