Respeitando as cortesias habituais de quem se cruza pela primeira vez no nosso caminho, a pausa entrou com autorização prévia, num passo firme camuflado pela leveza do corpo alado. Envolta numa áurea estratégica de marketing, transmitia confiança e qualidade a preço acessível, o que em tempo de crise se traduz numa oportunidade a não perder.
Prometia inverter o estado de inércia que há muito se pensava crónico, para além de outros benefícios que tornavam o “pacote” irrefutável. Instalou-se a pausa, a pausa instalou-se conforme as regras de “política social”. Todavia, como em todas as campanhas de publicidade, as letras em tamanho ilegível ocultavam os seus efeitos perversos – momentos de agitação profunda associada a consumação de tempo.
Paulatinamente, a pausa foi assumindo o controlo da vida. Infiltrou-se numa fenda que depressa transformou em buraco negro que suga a vitalidade.
Paulatinamente, a pausa foi assumindo o controlo da vida. Infiltrou-se numa fenda que depressa transformou em buraco negro que suga a vitalidade.
(Des)espera-se pelo antídoto que neutralize a pausa mutante!


Pergunto-me quase convictamente se aqui o antídoto será igual àquele que serve para curar das picadas de cobra?Ou seja...feito com o seu pp veneno?
ResponderExcluircatwoman