(Foto: Vila Nova de Gaia - Dez08)Sinto-me fraca!
Sem forças para me livrar da armadilha que me imobiliza a 3m do chão.
Todos os movimentos frenéticos que executei para me libertar foram em vão. Coberto de uma substância viscosa, de cheiro pestilento, que sufoca todas as tentativas de libertação, meu corpo é esmagado por uma força de natureza incógnita.
Todos os movimentos frenéticos que executei para me libertar foram em vão. Coberto de uma substância viscosa, de cheiro pestilento, que sufoca todas as tentativas de libertação, meu corpo é esmagado por uma força de natureza incógnita.
Sinto-me a decompor!
Apercebo-me que a substância que me prende, é a mesma que me consome. Demorei algum tempo a aperceber-me que o odor a putrefacção era o meu corpo em dissolução cadavérica quem o libertava. Nem mesmo a perda de um dos membros me fez suspeitar dessa fatalidade, até que o processo letal começou a atingir os meus órgãos vitais.
A respiração tornou-se irregular e penosa. Cada inspiração era interrompida por uma dor dilacerante que me fazia entrar num delírio momentâneo, durante o qual me via deitada numa superfície fria e metálica, onde o meu corpo era trespassado por uma lâmina afiada de um talhante.
Inevitavelmente, o coração foi atingido por esse processo insidioso. O batimento cardíaco lenificou. De tempo a tempo ouço uma batida, um eco distante, silencioso.
Sinto que o fim está próximo!
Não tardará muito até ceder às encruzilhadas da teia que me encarcera.

Nenhum comentário:
Postar um comentário